sábado, 18 de fevereiro de 2012

Recado para os caras de cu!


Arte não é feita só de técnica, moças, arte é fruto da transgressão, da catarse, do expurgo! Se a dita arte não é provida emoção, de sentido e vivência, se o artista é o oco dos ocos, nunca existirá um peso real de proposta artística! É isso aí, siga todos os passos de uma formula acadêmica, ou apenas saia portando o distintivo arrogante do "Eu sou um artista", não faça mais nada, e caia na saca de farinha dos outros ocos e pseudo-cult's. Ou apenas ache que o céu é "bem aí" e se sinta "o músico da festa", "o comedor das rapariguinhas do bairro"... Mas se quiser sair dessa jogada adolescente, viva de verdade, rapá! Saia de baixo do sovaco da mamãe e vá sacar na vida real o que realmente é orgânico, leia e aprenda nos livros dos maiores doidos da história que na vida não é só passar o blush e fazer cara de cu!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Escatitado e troncho, solto, morto corriqueiro.


E o que faz o tal misterioso
Quando anda a vislumbrar silêncios?
Que pensamentos permeiam as vossas esfinges?
Ruminando noites em lacunas relutantes,
Exímio a sussurrar tesouros vãos aos porcos.
E o tal mistério ouve a voz dos corredores.
O Iminente nada em utopias.
Um dia vai fugir na ½ noite.
E na ½ noite irá vagar demente,
A noite morre e o tolo cai todos os dias...
É sono, é mal, é louco, é que o tempo passou...
O sonho que não aconteceu...
Quem sabe, tolo, a loteria ainda te reste na jornada
E nada além!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

E bocejou Khayyam...


Pra puta que pariu,
Muriçocas desordeiras!
Deixem em paz as minhas costas magras!
Ou seriam gordas? Obesas?
Não recordo
A ultima vez que vi pelo espelho
A minha retaguarda!
Não recordo de nada,
Não lembro das ratas,
Das patas,
Das patas das ratas,
Não lembro das cartas, dos mapas, e não lembro dos odores, dos horrores...
Afinal, é como bocejou Khayyam, sobre o vento, o tempo...
E é tudo pó!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

tem um condômino dentro da garrafa...


Um minuto apenas;
Um resquício de porra nenhuma a rondar os tapetes...
Uma mágica pra fazer chover!
Um mito e uma dança!
Alguém aí quer inteirar um garrafão de vinho? Tenho 40 centavos!
É o troco da bodega!

domingo, 4 de setembro de 2011

23:56


Tomo café querendo cerveja, tomamos álcool e licor de framboesa;
Sob som nublado sou algoz do silencio... Tropeço nos vãos do céu.
Gargarejo os mares na pia, percorro, morro todo dia... Acordo uma montanha!
Meu grito consome o vento, engulo mais café, acendo, apago, acendo as luzes...
Fotografo as janelas; Apago.
_Olha lá no fundo do quintal, uma rua fria onde passa o fim do meu dia!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Poesia de Rei!


Comi a salada, o resto da carne e aquele feijão...
Vazei pelo rabo, tive tremeliques... Dispensei palpites...
Regi latrinas.
Tomei o café, chutei meu sono... E as tripas brigando,
Vorazes bélicas,
Deixando-me puto,
O puto mais puto das hordas daqui.
E enquanto em demasia cago
Contra a vontade do rabo,
Contorço meu dorso, da alma ao fato,
Pensando no saco de estar acordado
Implorando uma trégua ao cu
Para conseguir dormir.

sábado, 23 de julho de 2011

3 BOLAS DE SORVETE POR UM REAL!

ahhhhhh! Eles nos querem mansos e doidos!
tudo isso é um complô!
Todos enclausurados nessa capsula dos infernos!
Pra todos os lados, por todos os cantos, em todos os buracos...
Aonde a vista pode alcançar, é vidro transparente! É o que há!
Acontece velado, o presente é um lombo turvo do que o mesmo espera ser.
Estou longe do sério, estou fora antro, no vértice do sênio.
As ruas intragáveis, o perfume do tédio...
estão prendendo minha goela no arame farpado...
Estão riscando fogo nas farpas...
e somos o topo do entulho...
a inutilidade vadiando de coxas peladas, rosnando e esfregando o traseiro na nossa cara! AH, VAGABUNDA!

domingo, 29 de maio de 2011

Oração de Expurgo

video

Não tenho culpa de não me amarrar
Nas pernas tortas dessa nova estação
De modazinhas picaretas, intragáveis...
E nojentinhas fuligens pelo ar...
Esse nhem nhem nhem da juventude...
Encerra-me o filme em que encenava
A paciência de um bicho na prisão...
E afinal, onde estão os seus soldados?
Ó, meu país! Meu vil país, meu condenado...
Eternamente na cratera das canções...
No bico manso do saudoso execrável...
Nas bandeirinhas e confetes, carnaval...
E na saúde e na doença, o teu quintal...
Ferida aberta dorso a dorso, sem suturas,
A carne fria das vedetes da amargura...
Os colarinhos de gravatas engomadas...
E nas fragatas, nas fragatas, nas fragatas...
Em caravelas, indo embora o nosso sangue...
E padecendo, e padecendo dia e noite...
A filha nua, liberdade, a liberdade...
Cantando hinos de meiguice hostil...
E celebrando as alegrias suntuosas...
Nas palhaçadas bonitinhas da cidade...
Na falsidade de um cartão postal...
Na falsidade de um cartão postal...
Na falsidade de um cartão postal...
Na falsidade de um cartão postal...
Na falsidade de um cartão postal...

sábado, 28 de maio de 2011

Indo nessa, fui e fiz um'arte


O grande povo é castrado de arte, não sente tesão quando enxerga aquelas ancas, não tem o mínimo facho pelo inovador, pela criação, pela comilança das coisas inviáveis,
Meta - comíveis!
Guloseimas que acidulam dentro dos crânios fecundos de senso ilegal, informal... Livres!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

carne vale

video

Caiu de patas sobre o chão,
Joelhos no milho de fazer pipoca!
Gritou pro demo uma história sem dentes,
Cuspiu no tempo um resquício azarento,
Era o diabo largado num vestido ching-ling!
E de vassoura voando e espalhando besouros beatos!
Eu vi a bruxa absurda de lábios pintados
E o seu caldeirão e cachimbo alastrados de corjas!
E deu-se o seu trunfo impertinente!
Jogando buraco e escondendo canastras na mão!
Pintou-se o diabo em verniz vitral da Sistina,
Fez-se de santo e vitimou-se ao fim do jogo!
Desceu um tubo montila com limão.
Embriagou-se e meteu o rabo entre as pernas...
Dormiu, sonhou barbado que estava na saia da bruxa,
Atolado até os sete mil chifres e demais esporões...
Acordou ressaquiado , tomou um caldo de ova de peixe...
Mirou o salto lascando bem no tronco...
Levantou, andou 3, 4 passos,
Virou a rua e se atracou sem perguntar,
Com o primeiro frade moço...
Cantou, contou, sem mais delongas e lançou:
“_Deus abençoe, eu também fui o sacristão!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A taberna, a prefeitura, a boca de fumo, o cabaré...
A delegacia, a senzala, o posto de gasolina, a ONG...
Os impérios, as vendas, mesmo as guaritas e os postes, a fé...
Todos de ladrilhos, concebidos, hasteados no alicerce, NO INTESTINO da moral...
Ah, moral, ah, passado, memória, esquecimento, sombras...
SOMBRAS SOMBRAS, SÓ SOMBRAS...
O ESQUECIMENTO É FEITO DE SOMBRAS!
Os sobrados e os satélites, as capitais e os aquários...
E sobremesa nos pratos de vidro, nos velórios, nas bandeiras e no jeans!
Uma coca-cola, uma lata de trombose, uma dose de mancadas, uma garrafa de café.
A luz boçal, a tinta pálida, o esfíncter das igrejas, verniz fresco com cheiro de cocaína...
Uma adega inteira de soldados santos, gritando efusivos e incendiados:
_Matem em nome do senhor, acusem em nome do senhor! Seus pecados serão lavados com o desinfetante bento! Construam suas corporações na testa da estatua de um novo santo... “Santo santo, ó santo... (Completa com aquelas ladainhas) e blá e blás e mais blás em prol dos punhados, dos beatificados, bem nascidos e dotados, coroados, eleitos, “Cheregatos”, escravocratas e desesperados por mais dotes e dotes e dotes e mais dotes.
... O curral, a sorveteria, a casa do caralho, a livraria, a olaria...

terça-feira, 17 de maio de 2011

Agora sim, tem gente que vai me odiar...


Vocês acham que vão pro céu somente pelas práticas milenares e absurdas desses cultos sem um fundamento realmente funcional para a melhoria do bem comum! A questão é que foi e é em nome de “deus” ou de “deuses”, independente da facção religiosa ou da segmentação de seus membros, que os maiores atos de perversidade e preconceito se disseminaram sobre as cabeças das gerações. Algo como uma religião deveria servir para a união mutua e não para a segregação de indivíduos. Fracos são os que se deixam levar por medo! Acho a expressão “Temer a Deus”, a reflexão de um ato covarde sobre uma máxima fascista e de puro imperialismo! A vida em si dar-se-ia bem melhor com “deuses” mais ternos. Mas tranqüilizem-se, a bíblia é um ótimo livro de poemas... E Adolf também escrevia muito bem!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Deslizando pelo olho até deitar no leito das folhas secas...

Eu só vou deixar soar
No silencio da tarde
Ele faz chiiiiiiiii, chiando de leve, abafado...
Dentro das lâmpadas de gás;
É um grilo detrás do quadro...
O roçar das cigarras no ventre do inverno.
É a calha que contorce o sopro do fado.

domingo, 8 de maio de 2011

TRUFAS DE SOL




CHOVEM BABUINOS COM CLARAS EM NEVE
SIMULTANEOS AOS TROVÕES DE BAGATELAS
ABRA A BOCA, SENHOR DAS ESTACAS E ESTALACTITES!
NÓS TODOS IREMOS PARA A MONTANHA DE SOL...
ESPERA-NOS O LAGO DO SOL...
ESPERA-NOS AS TRES COLMEIAS DE ABELHAS REAIS...
ALFORRIEMO-NOS DA MONARQUIA DE VOSSAS DEIXAS!
AFOGUEMO-NOS NAS MADEIXAS DA INVALIDADE...
NÃO ESTÁ MAIS AQUI QUE VOS DISSE ½ TEMPO DE ASNEIRAS...
FOI-SE ASNAR COM OUTROS SANTOS E DESANTOS!
FUI-ME COMER O CAPIM DAS ESTRELAS...
SAÍ AÍ DE BRAÇOS DADOS COM COMPASSOS EM BRANCO,
NADANDO NADANDO NADANDO...
E NADANDO.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O derradeiro quack quack.

  
Na maquina que fuma em quengas
Findam os patos e seus falsos cortejos.
Onde decepcionados por não serem cobras
Sapateiam na lama grudenta e cheia de penas.
Restos de gogós os afligem, papeiam frouxo com outros covardes...
Desesperados cobram o que acham merecer
Por suas vidas de insanas babações...
Nem os sobrecus escapam dos pratos,
Nem os fatos,
Há apetites que harmonizam com tais estranhas iguarias.
E é assim que findam os gratos,
Afáveis pela ração dos abusos,
Do enganoso soberano senhoril...
Terminarão nas caldeiras e fornalhas
Hoje ou amanhã...
Ou bem perto do final de qualquer mês.
  

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Trilhador


 
Então eu falo
E por vezes paro.
Solto bronca e faço calo
No canto da língua...
Desato o nó por entre os dentes...
E num raio de mil léguas eu reclamo ainda mais
A livre lida universal.
Faço rua onde é calçada, faço curva em contramão...
Eu corto o laço que segura o teto,
E sentado na calda do cometa
Amarro as tiras de trapos e saio voando...
Intrépido
Indomável
Sou boiadeiro do infinito...
Faço o visco e borbulho o refluxo de mar exaltado.
Sou o feixe curto aceso e prestes a ser fumaça.
Cantando todas as canções que irradiam o livre ser.
 

quarta-feira, 27 de abril de 2011

I'm just a jealous Guy I'm just a jealous Guy I'm just a jealous guy


Comecei a ouvir velharias
Estou lembrando de crianças e demais pessoas que passaram por aqui...
Onde andará aquele cara,
E o pipoqueiro... Aquela diretora que eu mandei tomar no cu...
O junk que me pedia vinho nos festivais...
Ó, papoulas, ó, outras flores!
E agora eu vou cagar para essa gente que não deixa marcas,
Celebrar numa ode vagabunda
Regada de vinho e saudade...
E que eu ainda tenha saúde para virar mais e mais latas...
Cagando e bebendo no entorno da vida...
E depois eu vou deitar!

Concerto de títeres


 
E lá estão os homens
Desfilando e posando de senhores.
Dentaduras saltitando em suas bocarras,
Risos histéricos de grandezas não palpáveis.
Eles querem a morte, eles querem a bola da vez,
Querem ter sorte e os punhos de ferro.
GRANADAS GRANADAS GRANADAS!
Em suas testas de corsas
Dinamitando na hora da ceia, na hora da carne, na hora da fornicação.
Requintados ternos atrás da porta
Esperando você chegar...
E lá estão os homens...
Fincando nas pedras
As placas...
Anunciando que o novo mundo
Veio pra ficar...
Você vai ficar?
 

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A cotovia e a odisséia.

E como um Fausto sem Mefisto...
Perdeu-se a cotovia, adentrou muros e cidades.
Subvivendo em margens e cloacas... Indagando a altura dos pesares,
No sorrateiro pio do desato...
Há um pássaro silvestre crocitando nos pulmões do mundo.
Acendendo nas veias como um quartzo cadente...
Sobre suntuosos tetos
Que sonegam latrinas,
Ah, caminheiro! Não haverá éden tal qual os campos teus!
E seguimos no encalço,
No caço dos nossos quereres, desígnios tais que a ti pariram!
Esperanças tais que nos fazem viver.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

...Piçarra...

É cedo que se passa.
Tudo é passatempo, tudo vai...
O que se esvai em ½ tempo.
E morre jovem, não se cabe...
E o mais é nada, e o Anu-preto sabe...
A hora é rasa, é uma gota que se vasa,
Um grão de terra que irreleva
O tudo e o nada
Numa estrada de piçarra.

sexta-feira, 15 de abril de 2011


 
Ululando alamedas do tempo
Resguardando as estrelas do chão
Quem outrora tombava outros olhos
Hoje à noite tem tez de açafrão.

Sem percalços de nobres palhaços,
Sem soberbas de vil metal...
Um coaxo no lago do espaço
Um vislumbre além do arrebol.
 

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Segunda-feira blues

Eu canto pra lavrar o sol do ½ dia
Na garrafa de conhaque que restou.
Eu bebo tudo pra acalmar as longas horas.
Que retardam tediosas num licor.
Atravesso as alas cheias de letreiros
Estufados com anúncios de jornal,
São os ecos da cidade rotineira...
Que mesclam óleo e grana em taças de cristal.
E nessas tardes que vomitam gotas gordas,
Que me salvam da latência desse inferno...
Eu sempre penso remoendo meus anseios...
Num travesseiro, um blues e um porre quase eterno.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Debrucei minha andorinha na nuca do teto,
Assobiei meu vinho traspassando o gargalo...
Os passos na lua.
10 passos na estrada...
Canto o tempo de palha...
E empostada, a navalha
Soa “zinindo” um zim zim zim
Que corta o vento, sopra a fresta das gaiolas...
Tropeço, adormeço,
Acordo valsando desprovido de 3/4;
Nunca fui de acertar passos,
nunca fui de arritimar o que é sem tempo.

sábado, 2 de abril de 2011

Luar de fondue de queijo



Uma bola de prata no refratário do espaço.
Branca e furada,
Baleada a cambalear no céu...
E eu que nos restos dos dias cato a faca,
Um pires e umas torradas...
As ofereço aos guabirus famintos...
As catitas se fartam...
Ambrosia aos roedores...
E uma fatia de lua cheia é uma fartura pra mil povos ratos

domingo, 20 de março de 2011

HOSANA NAS ALTURAS

Acordamos intactos,
Salvas dores nos calcanhares.
Eu e minhas pretensões,
Despertamos ensolarados.
Comemos dois pães franceses,
Uma xícara de café,
E vomitamos trezentas partículas de bocejo.
Deixamos quarenta e quatro passos para dar depois do almoço...
Assim estamos economizando.
Andamos pensando sobre coisas minimalistas...
Sobre como tenho tocado guitarras em pedaços de madeira velha...
E torno a limpar o chão e abrir as portas,
Desejando profundamente que dê três horas para abandonar minhas calças compridas.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Gengivas Sangrentas (Letra)


Será que tudo são sonhos ou cenas proibidas?
Ei, garçom!
Tem uma barata na bebida!
Os peixes estão saindo do fundo do mar...
Estão criando asas e agora vão voar.

Oh, não!
Não são peixes, são gigantes abelhas...
Que voam em direção a suas orquídeas vermelhas...
Malditas centelhas, salivas vermelhas
Das bocas vermelhas vindo pra me torturar!

Malditas centelhas, salivas vermelhas
Das bocas vermelhas vindo pra me devorar!

Dança a serpente
De pupilas ardentes
Transcrevendo no asfalto
O laudo da dor.
Fumando seu ópio
Vendendo seu ócio
De beijo e veneno
Com cheiro de flor.
Fumando seu ópio
Vendendo seu ócio
De beijo e veneno
Com cheiro de flor.

terça-feira, 15 de março de 2011

O mocho e o campanário


Enquanto a madrugada se despia...
Em um cântico dantesco e visceral...
Adentrou profundamente os ouvidos
Encalçando a ternura dos cochilos...
Desabrigando a paz de vossos sonhos...
Proferiu sete longas gargalhadas ríspidas
Em gritos de rasgar cetins.
Deixou no tempo um laço de presságio,
Voou num ciclo, rondou o vazio...
Pousou numa cruz e lá se fez miragem...
Afagando o precipício de vossas orbitas...
E a visagem se fez breu, escafedeu-se.
E do breu se fez o cílio, e do cílio novo sono.
E do sono... Do sono irmão da morte
Fez desmaio.
Extingui-se a silhueta atmosférica.
Tatuando a eterna figura no cerne cru dos olhos inertes.

segunda-feira, 14 de março de 2011

pernas na bunda

Tinha uma idéia para escrever no ônibus...
O ”desvento” e o sol me fizeram “dester”.
Acordei despenteado indo ao trabalho,
Mas que contradição, confusão dos diabos,
Eu ver num muro pichado a cara feia de um cifrão...
Um leão “desjubado”,
A devorar desnorteado um pivete meio arte/meio encarte de jornal.
Boiando no rio, escorre em narinas sonetos de medo,
Nos sopros rochosos, nas pernas febris.
É uma fera de fogo
Que torra ilusões.
Corre, “malino” diabo!
A bater com as pernas na bunda,
Abate os teus dias, devora umas crases e um sumo de coisas.
Corre e leva nos bolsos
Tudo aquilo que não te releva e que não te magnífica.
Atira no “munturo”, rebola no mato
A flor do descarte que a vida te dá.

domingo, 13 de março de 2011

Tabernáculo dos dias

Os dias escritos com a mão retilínea do ignóbil
Esvaem-se como a escuma volátil das tulipas...
E do visco que cochila morno ao fim do derradeiro gole
Faz-se a desgraçada sina deste vão!